quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Neste verão, drible os riscos e proteja suas crianças em praias, rios e piscinas


De Diário Catarinense 



No período em que as crianças entram de férias, as famílias aproveitam para ir à praia, piscina e rios. E sabendo dos riscos que se corre, os pais precisam ficar de olhos bem abertos para evitar que seus frilhos sofram um acidente. Segundo o Corpo d Bombeiros, na última operação de veraneio, sete crianças de até 12 anos morreram em águas de Santa Catarina.

A médica pediatra Ana Camila Flores Farah, do Hospital Joana de Gusmão, observa que a criança deve ser vigiada constantemente quando está próxima da água. Os pequenos com até três anos são os que mais correm risco e nunca devem ficar sozinhos próximos ao mar, quanto menor, maior o cuidado. Também é recomendável que as crianças usem coletes salva-vidas e aprendam a nadar cedo.

No caso das piscinas, para a médica, portões devem ser instalados para evitar que os menores caiam ou tropecem. Nos rios, os afogamentos acontecem geralmente quando a criança sabe nadar, pois vai para o fundo e acaba se cansando. No mar, o perigo são as correntezas.

Conforme Natanael Souza Costa, um dos coordenadores do Projeto Golfinho, do Corpo de Bombeiros, um pai distraído pode não perceber que o repuxo da água está levando o filho para o fundo. A orientação é que as crianças nas praias estejam sempre acompanhadas, em balneários de mar calmo, dentro da zona de bandeira verde e próximos aos postos de guarda-vidas.

As recomendações são ensinadas para os pequenos em atividades realizadas na temporada, e só no último verão, 400 crianças se formaram no programa. “Ensinamos como se portar em praias e piscinas, como identificar as bandeirar e onde tem repuxo. Sempre batemos na tecla de que o melhor é entrar no mar acompanhadas dos pais”, explica Costa.

A coordenadora de mobilização da ONG Criança Segura, Lia Gonsales, alerta para o caso das crianças que começam a entrar na pré-adolescência, pois é comum se arriscarem mais no mar por perceberem que têm um melhor desempenho físico, um grande risco para afogamentos. 

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